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Multidão apedreja e queima macaco “bruxo”

Moradores do vilarejo de Kagiso, próximo a Johannesburgo, na África do Sul, apedrejaram e queimaram vivo um macaco vervet após boatos de que o animal estaria ligado a algum tipo de bruxaria. Segundo o jornal sul-africano “The Star”, o primata foi colocado em um balde e encharcado com gasolina. Os rumores de que o macaco podia falar se espalharam no último dia 23, quando o animal entrou no vilarejo. O bicho foi capturado, apedrejado e queimado.

A entidade de proteção dos animais locais, Comunity Led Animal Welfare, descreveu o episódio como “bárbaro” e enviou uma de suas gerentes, Cora Bailey, ao vilarejo, depois de ter sido alertada por um morador. Mas quando chegou à vila já era tarde demais. Mulheres e crianças acompanharam as cenas brutais de violência contra o indefeso animal. Muitos ficaram traumatizados com o incidente e não conseguiram dormir naquela noite.

Cora Bailey afirmou a um jornal africano que os animais da região são vítimas da superstição devido ao fato de os moradores não entenderem que estes animais entram em locais habitados porque seu habitat natural foi destruído ou se separou do grupo. Nada justifica tal ato. Mais que ignorância, é preciso muito sangue-frio para cometer essa atrocidade.


Tráfico cria droga com pílula anti-HIV e veneno de rato

Uma nova versão de maconha, com medicamentos anti-Aids, detergente e veneno de rato, tem ameaçado o tratamento de portadores do vírus HIV na comunidade sul-africana de Umlazi, na província de KwaZulu-Natal.

Soropositivos que dependem do antirretroviral Stocrin para continuar vivos são vítimas frequentes de gangues de ladrões que roubam os remédios anti-Aids dos pacientes para a fabricação da chamada “whoonga”.

Trata-se de uma maconha misturada a substâncias tóxicas. Os traficantes acreditam que o anti-HIV potencializa os efeitos da marijuana. Comparada a outras drogas, a whoonga custa o equivalente a R$ 5.

Agora, além de se preocupar com a saúde, os soropositivos sul-africanos devem ficar atentos à ação de criminosos. E alguns já mudaram o comportamento.

Deixaram de retirar os medicamentos nos centros de distribuição e passaram a tomá-los diretamente nas clínicas para evitar que seu remédio seja roubado e a doença agravada pela falta do antirretroviral.