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Massacre no Rio tem rosto e nome: Wellington

Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, cujo nome foi propagado nas manchetes dos jornais e pelos canais de TV de todo o mundo ao executar a tiros 12 crianças na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, pode ser enterrado como indigente.

Até a tarde de hoje, nenhum familiar do atirador compareceu ao Instituto Médico Legal para reconhecer e liberar o corpo, que já pode ser enterrado. Caso ninguém reivindique o cadáver em 15 dias, será sepultado em um túmulo temporário, sem nome e sem foto.

Wellington era adotado e sua mãe morreu ano passado. Tem irmãos, mas não mantinha contato. Para quem se preocupou em descrever em uma carta como gostaria que fosse sepultado (leia a íntegra no texto publicado ontem no blog) , talvez soubesse, principalmente depois de seu ato covarde, que continuaria sozinho.

A questão é que, mesmo enterrado como indigente, colocado em um túmulo em um canto esquecido de qualquer cemitério, o nome e o rosto desse jovem que provocou o primeiro atentado contra alunos dentro de um colégio na história do Brasil, nunca serão esquecidos.

Wellington sempre será um incômodo ao poder público, que não garantiu a segurança dos estudantes dentro da escola, aos pais que enterraram hoje seus filhos, aos alunos que presenciaram o massacre e aos milhares de brasileiros que acompanharam perplexos os desdobramentos dessa tragédia.

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A tragédia que abalou o Brasil e o mundo

O Brasil e o mundo acompanharam na manhã de hoje os desdobramentos da tragédia que deixou um saldo de 11 estudantes executados a tiros dentro de uma escola municipal na região de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Outras 13 crianças ficaram feridas –quatro correm risco de morte.

O atentado ganhou destaque em canais de televisão e jornais online de vários países e emocionou a presidente Dilma Rousseff, que decretou luto de três dias no país. É o primeiro ataque contra alunos dentro de uma instituição de ensino na história do Brasil.

Em todo o mundo, já foram registrados massacres do tipo em escolas dos EUA, Alemanha, Bélgica, Finlândia, Canadá, Tchetchênia, Japão, Iêmen e Reino Unido e as causas, quase sempre são ligadas ao bullying. Ainda não se sabe o que motivou o ataque contra os alunos da escola no Rio de Janeiro.

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, um ex-aluno do colégio, cometeu suicídio após ser baleado pela polícia. Ao ser atingido, ele caiu no chão e apontou a arma contra a própria cabeça e disparou. Wellington deixou uma carta confusa, explicando como deveria ser enterrado (leia abaixo a carta na íntegra).

Não há dúvidas que o crime foi premeditado. O atentado ocorreu às 8h30, quando o rapaz entrou na escola Tasso da Silveira dizendo que daria uma palestra. Em seguida, passou a atirar contra os alunos e funcionários, direcionando os disparos contra a cabeça das vítimas. No momento do atentado, havia 400 estudantes na instituição de ensino.

Não há precedentes de um crime deste tipo no Brasil.  Mas será que as escolas conseguem garantir a devida segurança aos estudantes? Como esse ex-aluno conseguiu passar pelos portões do colégio com duas armas? A tragédia ocorreu e não há como voltar no tempo, mas podemos evitar que novos casos se repitam.