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A conquista da credibilidade

Caro leitor, a revista valeparaibano completou um ano. Nesse período, suplantamos as dificuldades e superamos nossos próprios desafios para lhe oferecer o melhor conteúdo, fundamentado no jornalismo democrático e independente. E tal empenho nos trouxe resultado: a conquista da sua confiança.

Pesquisa de satisfação encomendada ao Instituto Allure para saber o que pensam nossos leitores revelou que o conteúdo editorial da revista transmite credibilidade para 98,3% dos assinantes. O índice de confiança entre os leitores de banca chega a 87,7%. Já as reportagens são classificadas como excelentes e boas por 92,3% de nossos assinantes.

São resultados quem confirmam o compromisso de cada um dos profissionais da equipe de redação com um jornalismo apartidário, plural, que defende a liberdade de expressão e de pensamento, um jornalismo empenhado na defesa do desenvolvimento do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e, mais recentemente, da região do Alto Tietê, onde a revista também passou a circular.

Esse um ano passou rápido, mas promoveu ampla discussão sobre temas relevantes da política, economia e cultura, que formam o lastro editorial da valeparaibano. Proporcionamos aos nossos leitores um material amplo e confiável, falando do Brasil e do mundo, sem perder o vínculo e o foco regionais.

Mas nossa missão apenas começou. Esta revista acredita que um jornalismo praticado com transparência e ética é capaz de inspirar, de fomentar mudanças para um futuro melhor. E esse é o nosso compromisso com você, nosso estimado leitor.

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Caso Cunha: suspeito de matar irmãs entra na lista dos mais procurados no Estado

Ananias dos Santos, 26 anos, suspeito de matar as irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana, em Cunha, entrou para a lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo.

O acusado teve a prisão decretada pela Justiça na última terça-feira e está foragido. Segundo a polícia, as adolescentes foram mortas porque Santos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, uma enfermeira de 50 anos. A mulher teve a prisão temporária negada pela Justiça.

A lista dos mais procurados tem 25 nomes, entre eles, o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de estupro, o vigia Evandro Bezerra da Silva e o advogado Mizael Bispo de Souza, suspeitos pela morte de Mércia Nakashima, e Edson Bezerra de Gouveia, que teria matado a supervisora de vendas Vanessa Vasconcelos Duarte.

Santos é foragido do Pemano, de Tremembé, e já foi preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de anteontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento –dia 23. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

A Divisão de Capturas da Polícia Civil disponibiliza canais de comunicação para receber informações dos foragidos. As denúncias podem ser feitas por meio do telefone (11) 3311-3165, pelo disque-denúncia (181) ou pelo e-mail procurados@policiacivil.SP.gov.br.


Japão tem fuga em massa de estrangeiros

Enquanto uma força-tarefa tenta resfriar os reatores da usina de Fukushima e conter um desastre, a crise nuclear do Japão, considerada a mais grave desde a de Tchernobil, provoca uma fuga em massa de estrangeiros da capital Tóquio.

Diante do risco de um acidente nuclear de grandes proporções, embaixadas do Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália e Austrália aconselharam seus cidadãos a deixarem o norte do país e a região de Tóquio. França, Bélgica e Rússia enviarão aviões para retirar as pessoas que desejam deixar o Japão.

Os aeroportos estão lotados e a população tem encontrado dificuldades para conseguir voos comerciais. Brasileiros que moram no Japão relataram que haveria voos para o Brasil somente no final de abril. Ao passo que o pânico aumenta, o governo japonês enfrenta mais dificuldades para controlar a crise nuclear.

A Tepco, que opera a central nuclear, tenta restabelecer a corrente de energia elétrica, o que permitiria ativar as bombas para resfriar os reatores. O sistema de resfriamento falhou depois do mais forte tremor de terra da história do Japão.

Hoje, quatro helicópteros do Exército japonês lançaram jatos d’água sobre os reatores para encher uma piscina de combustível que foi danificada. Segundo especialistas, a fusão do combustível pode provocar a emanação de partículas radioativas, provocando assim uma catástrofe como a de Tchernobil.

Não bastassem os problemas envolvendo dificuldade para obter água potável, comida e outros gêneros de primeira necessidade, para piorar a situação, o governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute na região de Tóquio.

O balanço oficial do terremoto e tsunami, seis dias depois da catástrofe, chegou a 5.178 mortos e 8.606 desaparecidos. O número de feridos é de 2.285, enquanto mais de 88 mil casas e edifícios foram destruídos, total ou parcialmente.


Dificuldades só aumentam no Japão

Enquanto o número de mortes dispara no Japão, as dificuldades daquela nação, que vive a pior crise nuclear desde o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, também aumentam a cada dia.

O governo foi obrigado a racionar energia justamente quando a população passou a enfrentar a neve e temperaturas abaixo de zero. Nos supermercados e lojas, as prateleiras estão praticamente vazias e cada vez é mais difícil encontrar água potável, comida e outros suprimentos de primeira necessidade.

Hoje, enquanto novo terremoto de magnitude 6 atingiu a costa de Chiba e foi sentido em Tóquio, técnicos trabalham para evitar uma catástrofe nuclear na usina de Fukushima, onde falhas no sistema de resfriamento dos reatores já causou explosões e vazamento de material radioativo. Nesta quarta-feira, um novo incêndio atingiu o reator 4.

Até o momento estão confirmadas a morte de 3.771 pessoas. Outros 8.181 seguem desaparecidos, segundo fontes oficiais. Cem mil militares japoneses vasculham a zona devastada em busca de sobreviventes, mas a chance de encontrar alguém com vida diminui a cada hora.

A magnitude da tragédia levou o imperador Akihito a dirigir-se pela televisão à população pela primeira vez em seus 22 anos de reinado para pedir calma e orações pelos sobreviventes. O terremoto seguido do tsunami que assolou o Japão na última sexta-feira destruiu quase 80 mil edifícios e casas e foi o pior da história daquele país.


Abuso sexual infantil

Nova denúncia de abuso sexual infantil na região traz à tona esse tema que assusta e revolta a sociedade. Desta vez, o caso ocorreu em Caçapava, onde a Polícia Civil investiga a morte de um bebê de cinco meses supostamente abusado pelo próprio pai na madrugada de domingo.

Um laudo do Instituto Médico Legal vai apontar se houve violência contra a criança. Caso seja confirmada, o acusado, um pedreiro de 32 anos, pode ser indiciado por homicídio doloso (quando há intenção) e estupro de vulnerável.

O abuso sexual infantil a cada dia faz novas vítimas, como a revista valeparaibano abordou em reportagem de capa na edição de setembro de 2010. Somente em São José dos Campos são registradas de 6 a 8 denúncias por dia –um número tão assustador quanto o de acusados que continua nas ruas devido à dificuldade de provar o crime.

Difícil compreender que um crime tão horroroso perdure sem que ninguém desconfie. A principal arma da sociedade contra essa brutalidade é a denúncia. Precisamos de coragem para delatar e colocar atrás das grades uma pessoa doente, que age sem controle.

O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes criou em 2006 o “Disque 100”. A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar. Vamos fazer a nossa parte?