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Esterilização em pessoas consideradas não aptas à procriação faz 60 mil vítimas em 40 anos nos EUA

Quase 40 anos após a última pessoa ter sido esterilizada por meio do programa de “Eugenia”, a Carolina do Norte criou um grupo de trabalho para tentar localizar as vítimas que ainda estariam vivas para indeniza-las. Hoje tida como uma falsa ciência, foi um dos pilares do Nazismo na Alemanha, mas chegou a ser considerada um ramo respeitável das Ciências Sociais. O termo quer dizer “bom nascimento” e foi criado em 1883 pelo britânico Francis Galton. Na prática, o objetivo da esterilização era impedir que pobres e deficientes mentais procriassem e evitar a mistura de raças. Mais de 60 mil norte-americanos foram esterilizados, muitos contra a vontade, em 32 estados que adotaram o procedimento em pessoas consideradas não aptas a procriar. O programa começou em 1907 e durou 72 anos . As principais vítimas foram criminosos e jovens delinquentes, homossexuais, mulheres de tendências sexuais tidas como “anormais”, pessoas pobres recebendo ajuda do Estado, epiléticos ou pessoas com problemas mentais. Em alguns Estados, as grandes vítimas do programa foram populações de origem africana e hispânica. Entre alguns dos pedidos de esterilização datados de 1950 estavam: uma jovem de 18 anos, separada do marido, que tinha “comportamento antissocial”; uma vítima de estupro, negra, com 25 anos, que apresentava “tendências sexuais anormais” e uma menina de 16 anos que tinha sido enviada para uma instituição do Estado por “delinquência sexual”. Segundo historiadores, a motivação por trás das medidas era a indignação com a ideia de que pessoas que haviam desrespeitado códigos de conduta sexual acabariam precisando de assistência pública. Os programas de esterilização também se baseavam em critérios raciais. O discurso era: quanto menos bebês negros tivermos, melhor, porque vão todos acabar dependendo de ajuda do Estado.


Morto, Bin Laden representa maior perigo aos EUA

Morto, Osama Bin Laden representa um perigo maior aos norte-americanos, que saíram às ruas ontem para comemorar a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda em uma operação militar dos Estados Unidos. Bin Laden foi atacado na noite de domingo dentro de seu refúgio, uma mansão em um complexo de Abbottabad, cidade próxima à capital paquistanesa, Islamabad.

Toda vitória dessa envergadura tem suas consequências. Bin Laden, morto por soldados norte-americanos em solo paquistanês, pode virar uma espécie de mártir para radicais de todo o mundo, inspirando uma nova geração de terroristas. Vale lembrar que aliados, como o Talibã, no Afeganistão e no Paquistão, continuam por aí.

O Movimento Talibã do Paquistão, braço do grupo radical islâmico no país, prometeu vingar a morte de Osama. O grupo ameaçou atacar alvos americanos e do governo paquistanês. O chefe da administração do movimento radical palestino Hamas, Ismail Haniyeh, também condenou a operação que matou o “guerreiro santo árabe”.

A Interpol, agência internacional de polícia, advertiu que a morte de Bin Laden pode levar a represálias pelo mundo e pediu que os países-membros elevem suas medidas de segurança. Com a morte de Osama, a atenção se volta para o número 2 da rede terrorista Al Qaeda: Ayman Al Zawahri, médico egípcio e braço direito do terrorista morto. Acredita-se que Zawahri esteja escondido no território montanhoso na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

A imprensa norte-americana noticiou que o corpo de Bin Laden foi lançado hoje no mar. De acordo com o jornal “New York Times” e a agência de notícias Associated Press, autoridades justificaram o funeral no mar alegando que seria difícil encontrar um país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo.