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Japão tem fuga em massa de estrangeiros

Enquanto uma força-tarefa tenta resfriar os reatores da usina de Fukushima e conter um desastre, a crise nuclear do Japão, considerada a mais grave desde a de Tchernobil, provoca uma fuga em massa de estrangeiros da capital Tóquio.

Diante do risco de um acidente nuclear de grandes proporções, embaixadas do Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália e Austrália aconselharam seus cidadãos a deixarem o norte do país e a região de Tóquio. França, Bélgica e Rússia enviarão aviões para retirar as pessoas que desejam deixar o Japão.

Os aeroportos estão lotados e a população tem encontrado dificuldades para conseguir voos comerciais. Brasileiros que moram no Japão relataram que haveria voos para o Brasil somente no final de abril. Ao passo que o pânico aumenta, o governo japonês enfrenta mais dificuldades para controlar a crise nuclear.

A Tepco, que opera a central nuclear, tenta restabelecer a corrente de energia elétrica, o que permitiria ativar as bombas para resfriar os reatores. O sistema de resfriamento falhou depois do mais forte tremor de terra da história do Japão.

Hoje, quatro helicópteros do Exército japonês lançaram jatos d’água sobre os reatores para encher uma piscina de combustível que foi danificada. Segundo especialistas, a fusão do combustível pode provocar a emanação de partículas radioativas, provocando assim uma catástrofe como a de Tchernobil.

Não bastassem os problemas envolvendo dificuldade para obter água potável, comida e outros gêneros de primeira necessidade, para piorar a situação, o governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute na região de Tóquio.

O balanço oficial do terremoto e tsunami, seis dias depois da catástrofe, chegou a 5.178 mortos e 8.606 desaparecidos. O número de feridos é de 2.285, enquanto mais de 88 mil casas e edifícios foram destruídos, total ou parcialmente.


Dificuldades só aumentam no Japão

Enquanto o número de mortes dispara no Japão, as dificuldades daquela nação, que vive a pior crise nuclear desde o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, também aumentam a cada dia.

O governo foi obrigado a racionar energia justamente quando a população passou a enfrentar a neve e temperaturas abaixo de zero. Nos supermercados e lojas, as prateleiras estão praticamente vazias e cada vez é mais difícil encontrar água potável, comida e outros suprimentos de primeira necessidade.

Hoje, enquanto novo terremoto de magnitude 6 atingiu a costa de Chiba e foi sentido em Tóquio, técnicos trabalham para evitar uma catástrofe nuclear na usina de Fukushima, onde falhas no sistema de resfriamento dos reatores já causou explosões e vazamento de material radioativo. Nesta quarta-feira, um novo incêndio atingiu o reator 4.

Até o momento estão confirmadas a morte de 3.771 pessoas. Outros 8.181 seguem desaparecidos, segundo fontes oficiais. Cem mil militares japoneses vasculham a zona devastada em busca de sobreviventes, mas a chance de encontrar alguém com vida diminui a cada hora.

A magnitude da tragédia levou o imperador Akihito a dirigir-se pela televisão à população pela primeira vez em seus 22 anos de reinado para pedir calma e orações pelos sobreviventes. O terremoto seguido do tsunami que assolou o Japão na última sexta-feira destruiu quase 80 mil edifícios e casas e foi o pior da história daquele país.


Radiação deixa Japão em alerta

Não bastassem todos os problemas provocados pelo terremoto seguido de um tsunami, a nação japonesa agora enfrenta os riscos da radiação que tem vazado em níveis considerados perigosos dos reatores da usina Furushima Daiichi, atingida pelo tremor de magnitude 9 na última sexta-feira.

Em pronunciamento televisionado, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, ordenou hoje que 140 mil pessoas se tranquem dentro de casa para evitar o contato com ar contaminado com material radioativo. Ontem, outras 200 mil já foram retiradas da área afetada. É a maior crise nuclear que o Japão enfrenta desde o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra (1939-1945).

A situação se agravou depois da recente explosão no reator 3 e incêndio no reator 4. Ao todo são seis reatores na usina. As temperaturas nos dois outros reatores intactos, unidades 5 e 6, estão elevadas. Após o acidente, foram registrados níveis de radiação cem vezes maior que o normal. Embora não seja fatal, pode causar graves consequências se o tempo de exposição for prolongado.

Na manhã desta terça-feira, a polícia japonesa informou que o número oficial de vítimas chegou a 2.414. O maior número de vítimas se encontra na província de Miyagi, onde 1.254 pessoas morreram. Oficialmente, há outros 3.118 desaparecidos. Mas acredita-se que dezenas de milhares podem ter sido levados pelo tsunami, que devastou uma larga área da costa nordeste do Japão. Dessa forma, o número deve superar os 10 mil.


Japão já sente reflexo na economia

A destruição causada pelo maior terremoto da história do Japão deve atrasar em seis meses a recuperação econômica do país. E os reflexos negativos já começaram. Hoje, primeiro dia de negociação na Bolsa de Tóquio após o forte tremor, o índice Nikkei fechou em queda de 6,18%.

Com a produção interrompida, os papéis de empresas já começaram a desvalorizar na bolsa. Só na montadora Nissan, as ações caíram 9,5%. Mas a Toshiba, Honda e Hitachi também passam por problemas semelhantes.

Alguns analistas já apontaram que a tragédia japonesa pode causar uma redução de 1% no PIB do país. Era previsto uma retomada de crescimento no segundo trimestre de 2011, depois da queda de 1,3% no  último trimestre de 2010. Com essa retração, o Japão perdeu o posto de segunda maior economia do mundo para a China.

Aponta-se que o maior risco para o Japão é a negociação de sua dívida, que deve chegar neste ano a 228% em relação a seu PIB, segundo o FMI. Devido a isso, a agência de classificação de risco Moody’s advertiu que a situação pode colocar em dúvida a capacidade do país honrar suas dívidas.