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Líbia: jornalista brasileiro será libertado hoje

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al Zubaidi, assegurou à Comissão de Direitos Humanos do Senado que o jornalista brasileiro Andrei Netto, 34 anos, do “O Estado de S. Paulo”, será libertado ainda hoje pelo governo líbio.

O jornal perdeu contato há uma semana com Netto, que foi enviado à Líbia para cobrir os conflitos naquele país. Ontem, o “Estado” recebeu indicações de que o jornalista teria sido preso por tropas do governo perto de Zawiya, cidade controlada pelos rebeldes e sob intenso ataque das forças leais ao ditador Muammar Gaddafi.

Segundo o embaixador, Netto, que atua como correspondente do jornal em Paris desde 2006, teria sido detido por não estar com as documentações necessárias para o exercício da profissão na Líbia.

Ghaith Abdul-Ahad, repórter de cidadania iraquiana do jornal britânico “Guardian”, também está desaparecido. O jornalista não faz contato desde domingo. Ele estava com Netto nos arredores de Zawiyah e teria sido detido por autoridades locais.

Na quarta-feira, a BBC informou que uma de suas equipes foi detida pelas forças de segurança da Líbia, agredida e sujeita a uma falsa execução depois  acabou detida a caminho de Zawiya. Os três integrantes da equipe foram acusados de espionagem e suas vidas foram ameaçadas durante 21 horas enquanto eram mantidos por soldados.

 No mês passado, quando surgiu a onda de protestos pela renúncia do ditador Hosni Mubarak, no Egito, a imprensa também virou alvo do governo. Dois jornalistas brasileiros foram presos e obrigados a deixarem o país. Vários repórteres estrangeiros também foram agredidos e insultados nas ruas do Cairo.

 Os ataques geraram críticas. Líderes de vários países acusam o governo do Egito de violar o compromisso internacional em relação ao respeito à liberdade de imprensa. Foram mais de 30 prisões, 26 ataques e oito apreensões de equipamentos de jornalistas durante o período de conflitos no Egito. Como diria os amigos de profissão: ossos do ofício.

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Os bastidores na redação 2

Retomei hoje o tema bastidores da redação para que vocês conheçam os outros jornalistas que trabalham na revista valeparaibano e não apareceram no texto que postei ontem.  Um deles é o editor-assistente Adriano Pereira, que, além de editar os textos, mantém os blogs “Solta o Pause” e “Deadline”. Há também o editor de imagens Flávio Pereira, responsável pelas fotos publicadas na revista.

A revista tem outros colaboradores, que contribuem todos os meses com reportagens, mas não ficam na redação –entre eles, os jornalistas Cris Bedendo, especialista em moda, e Franthiesco Ballerini, crítico de cinema. A revista conta ainda com um time de colunistas: Ozires Silva, que escreve sobre política e aviação, Fabíola de Oliveira (ciência e tecnologia), Marco Antonio Vitti (cotidiano, vida), Roberto Wagner (vinhos), Alice Lobo (moda e sustentabilidade), Carlos Carrasco (cotidiano e beleza) e Marcos Meirelles (política).

Além do trabalho na redação, os editores são convidados para palestras em universidades da região e participa dos eventos promovidos pela revista. Na manhã de hoje, por exemplo, estive em Mogi das Cruzes, onde ocorreu um encontro com publicitários. À ocasião, falei sobre o conteúdo editorial da revista, que passou a circular também naquela região, enquanto a diretora administrativa Sandra Nunes apresentou os resultados de uma pesquisa de opinião realizada junto aos leitores. Bom, é isso. Até amanhã.

O editor-assistente Adriano Pereira insere texto no blog "Solta o Pause!!!"

 

Adriano Pereira edita reportagem sobre lançamento de filmes nacionais

 

O editor de imagens Flávio Pereira durante edição de fotos

 

Flávio Pereira registra cenas em São José

 

Marcelo Claret fala sobre o conteúdo editorial da revista valeparaibano

 

Sandra Nunes durante a apresentação da pesquisa de opinião

 

Publicitários convidados para o encontro em Mogi das Cruzes

 

Publicitários e clientes conversam durante o encontro


Egito: imprensa é novo alvo

A onda de protestos pela renúncia do ditador Hosni Mubarak nas ruas do Cairo, no Egito, ganha a cada dia contornos mais dramáticos. Após dias de conflitos na praça Tahrir, palco dos confrontos entre partidários do regime e da oposição, a imprensa virou o novo alvo dos manifestantes e governo.

Na última quinta-feira, quando cinco pessoas foram mortas a tiros nas manifestações, dois jornalistas brasileiros foram presos e obrigados a deixarem o país. Eles foram vendados, tiveram os passaportes e equipamentos de trabalho apreendidos pela polícia. Para serem liberados, oito horas depois, foram obrigados a assinar um depoimento se comprometendo a deixar o Egito.

Um dia depois, vários jornalistas estrangeiros passaram a ser agredidos e insultados por manifestantes nas ruas do Cairo. Os ataques geraram críticas. Líderes de vários países acusam o governo do Egito de violar o compromisso internacional em relação ao respeito à liberdade de imprensa. Em dois dias, o Comitê para a Proteção de Jornalistas reportou 30 prisões, 26 ataques e oito apreensões de equipamentos de jornalistas.

A retaliação, embora injustificável sob qualquer ponto de vista, seria esperada se partisse somente de grupos ligados a Mubarak. Mas quando instigada pelos opositores do governo é, no mínimo, contraditória. Toda a imprensa voltou os olhos a esse momento histórico vivido pela população egípcia, acompanhando os desdobramentos desse levante popular que ganhou dimensões jamais vistas naquele país. E é recebida dessa forma?

Querendo ou não, a presença de jornalistas no Egito minimiza a possibilidade de ações mais severas por parte do governo. Longe do foco da imprensa, o ditador se sentiria à vontade em dar uma resposta mais ríspida, brutal. É lamentável a reação dos manifestantes anti-Mubarak, principalmente sob o argumento de que temem que jornalistas revelem informações estratégicas, dando nome de opositores do ditador.

Mas o trabalho do jornalista, principalmente em países alvo da instabilidade política ou da violência perpetrada pelo crime organizado, sempre envolveu o risco. Somente no ano passado, segundo a Unesco, 53 profissionais da imprensa foram assassinados por algum motivo ligado à profissão. Mas isso vocês lêem na reportagem “Profissão Perigo” na edição deste mês.