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O perigo de misturar energético com bebida alcoólica

Estudo norte-americano apontou que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas é pior que o consumo do álcool sozinho. A combinação seria mais prejudicial porque aumenta a impulsividade das pessoas.

A mistura altera a percepção cognitiva dos consumidores, aumentando a sensação de excitação, que já é ativada com a ingestão do álcool. E essa sensação combinada com o comprometimento do controle dos impulsos deixa a mistura perigosa.

Um dado relevante relatado neste estudo é que a presença do energético não alterou o nível de comprometimento associado ao consumo de álcool, mas sim a percepção deste comprometimento.

O estudo observou 56 estudantes com idades entre 21 e 33 anos. Eles foram divididos em grupos que receberam dosagens diferentes de álcool, energéticos, uma bebida que mistura os dois e outra placebo.

Os pesquisadores submeteram os jovens a testes para observar, por exemplo, em quanto tempo eles executavam uma tarefa. Eles também tiveram que relatar como se sentiam: estimulados, sedados, enfraquecidos ou se, de alguma forma, intoxicados.


Geração cadeia

Os presídios estão lotados de jovens. E o tráfico de drogas é a principal peça dessa engrenagem que tem destruído cada vez mais vidas no Vale do Paraíba. Dados da Secretaria de Administração Penitenciária revelam que 63% dos  detentos nas unidades prisionais da região têm menos de 29 anos.  São 6.124 jovens encarcerados em penitenciárias e Centros de Detenção Provisória.

O ingresso do jovem no tráfico se deve a diversas causas, mas as principais seriam a desigualdade social e falta de perspectiva de futuro. Sem oportunidades, eles veem no tráfico uma fonte de renda. No Vale, as unidades mais “jovens” são a P-1 de Tremembé e os CDPs de São José e Taubaté, com respectivamente 77,46%, 75,38% e 67,35% da população com idade inferior a 29 anos.

E são justamente os três presídios mais lotados do Vale. Juntos, têm capacidade para 1.818 detentos, mas acolhem 3.804. Muitos especialistas consideram a prisão o lugar inadequado para a recuperação de jovens. Defendem penas alternativas e de restrição de liberdade, combinadas com tratamento de saúde, psicológico e educacional, para prepará-los ao convívio social, evitando a recaída na criminalidade.

Na edição deste mês, a revista valeparaibano traz uma série de relatos de jovens em unidades prisionais da região. São garotos e meninas que experimentam a dura realidade de viver cercado por quatro paredes em um ambiente marcado pelo ódio e angústia, numa “panela de pressão prestes a explodir”. É a geração cadeia.