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Usar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%

Em época em que se discute a descriminalização do uso da maconha, pesquisa aponta que o consumo da droga antes dos 15 anos, quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento, prejudica a capacidade de recuperar informações, reduzindo a memória em até 30%.

O estudo, realizado pela Universidade Federal de São Paulo, foi apresentado na sétima edição do Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS), e publicado na última edição do “The British Journal of Psychiatry”.

Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores seriam os estragos, que persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês. Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as chances de prejuízo nessas funções diminuem.


Uso prolongado de maconha dobra risco de psicose

Jovens que fumam maconha por seis anos têm o dobro de probabilidade de sofrer surtos psicóticos, alucinações ou delírios do que pessoas que nunca usaram a droga, aponta pesquisa que relacionou a psicose ao uso da droga. Apesar das leis que proíbem o consumo da maconha, 190 milhões de pessoas no mundo são usuários da droga, segundo as Nações Unidas –número que corresponde a 4% da população adulta.
No estudo foram ouvidos 3.801 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 na Austrália –18% dos pacientes relataram uso de maconha por três anos ou menos, 16% de quatro a cinco anos e 14% por seis ou mais anos. Comparados aos que nunca tinham usado maconha, jovens adultos com seis ou mais anos de uso da maconha tinham duas vezes mais chances de desenvolverem psicose não-afetiva (como esquizofrenia).

Os entrevistados tinham também quatro vezes maior probabilidade de obter resultados altos nos testes de delírio; e o chamado relacionamento “resposta-dosagem” mostrava que quanto maior tempo desde o primeiro uso de maconha, mais alto o risco de sintomas relacionados à psicose.


Bin Laden usaria maconha e gostava de Cola Cola

Uma pequena plantação de maconha foi encontrada na mansão onde Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, foi morto na operação militar deflagrada pelos norte-americanos em Abbottabad, cidade próxima à capital paquistanesa, Islamabad.

Os pés de maconha foram encontrados florescendo entre outras plantações de legumes e verduras no entorno dos muros que cercam a propriedade. Apesar da curta distância da casa do terrorista com uma academia de formação militar do Paquistão, a plantação ilegal permaneceu desconhecida.

A descoberta da plantação de maconha na horta do terrorista levantou a suspeita de que Bin Laden fazia uso regular da droga. Nos últimos anos, ele sofria de problemas renais que podem ter sido amenizados com as supostas propriedades medicinais da planta.

No refúgio do líder terrorista também foram encontradas grandes quantidades de refrigerantes da Pepsi e Coca-Cola, as marcas norte-americanas que se tornaram a cara do mercantilismo ocidental que Bin Laden sempre disse desprezar.


Tráfico cria droga com pílula anti-HIV e veneno de rato

Uma nova versão de maconha, com medicamentos anti-Aids, detergente e veneno de rato, tem ameaçado o tratamento de portadores do vírus HIV na comunidade sul-africana de Umlazi, na província de KwaZulu-Natal.

Soropositivos que dependem do antirretroviral Stocrin para continuar vivos são vítimas frequentes de gangues de ladrões que roubam os remédios anti-Aids dos pacientes para a fabricação da chamada “whoonga”.

Trata-se de uma maconha misturada a substâncias tóxicas. Os traficantes acreditam que o anti-HIV potencializa os efeitos da marijuana. Comparada a outras drogas, a whoonga custa o equivalente a R$ 5.

Agora, além de se preocupar com a saúde, os soropositivos sul-africanos devem ficar atentos à ação de criminosos. E alguns já mudaram o comportamento.

Deixaram de retirar os medicamentos nos centros de distribuição e passaram a tomá-los diretamente nas clínicas para evitar que seu remédio seja roubado e a doença agravada pela falta do antirretroviral.