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Brasil protege árvores, mas não pessoas na Amazônia

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico “The Guardian” aponta que o Brasil “protege as suas árvores, mas não as pessoas” na Amazônia. Para o jornal, o “progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais”. A matéria, de página inteira, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo.

O casal é o mais recente caso de homicídio de ambientalistas que lutam pela causa na Amazônia. José Cláudio e Maria foram mortos em maio, após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas. Nos últimos anos, o governo brasileiro brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados em 2010.

Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas. A morte de José Cláudio foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang no Pará, em 2005.

“Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas. Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero”, informou o jornal britânico.


Caso Cunha: suspeito de matar irmãs entra na lista dos mais procurados no Estado

Ananias dos Santos, 26 anos, suspeito de matar as irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana, em Cunha, entrou para a lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo.

O acusado teve a prisão decretada pela Justiça na última terça-feira e está foragido. Segundo a polícia, as adolescentes foram mortas porque Santos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, uma enfermeira de 50 anos. A mulher teve a prisão temporária negada pela Justiça.

A lista dos mais procurados tem 25 nomes, entre eles, o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de estupro, o vigia Evandro Bezerra da Silva e o advogado Mizael Bispo de Souza, suspeitos pela morte de Mércia Nakashima, e Edson Bezerra de Gouveia, que teria matado a supervisora de vendas Vanessa Vasconcelos Duarte.

Santos é foragido do Pemano, de Tremembé, e já foi preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de anteontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento –dia 23. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

A Divisão de Capturas da Polícia Civil disponibiliza canais de comunicação para receber informações dos foragidos. As denúncias podem ser feitas por meio do telefone (11) 3311-3165, pelo disque-denúncia (181) ou pelo e-mail procurados@policiacivil.SP.gov.br.


Prova de amor?

 

Prova de amor? Mais assustador que o assassinato das irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana em Cunha, é o motivo dos crimes. As adolescentes foram mortas porque um rapaz de 26 anos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, segundo a Polícia Civil.

Não que existam motivos que justifiquem um assassinato, mas usar o amor, um sentimento tão sublime, para dar razão a algo tão torpe nos faz repensar o quanto vil pode se tornar um ser humano. Quem ama não mata. E quem mata tem que ficar atrás das grades.

O suspeito está foragido e a Justiça negou a prisão temporária de sua namorada, uma mulher de 50 anos, que supostamente seria cúmplice dos crimes. O suspeito estaria apaixonado por Juliana e teria matado a jovem e a irmã dela para provar à sua companheira que não estaria interessado na adolescente.

Sou avesso a textos sentimentais, com carga dramática, mas hoje me permiti externar o que senti ao ler na imprensa a justificativa para o assassinato das jovens. Nesse caso, o jornalista que preza pela imparcialidade ficou de lado para que o Marcelo falasse o que pensa sobre esse revoltante caso de duplo homicídio.

Segundo a polícia, o suspeito dos crimes é Ananias dos Santos, 26 anos, um foragido do Pemano, de Tremembé, preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de ontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

Elas estavam desaparecidas desde o último dia 23, quando desceram do ônibus escolar, no início da noite daquela quarta-feira, e não foram mais vistas. As jovens caminhavam dois quilômetros do ponto até a casa da família. O arrebatamento teria ocorrido nesse trajeto. Para a polícia, o crime teve a participação de outra pessoa porque Santos não conseguiria carregar sozinho os corpos até o terreno da fazenda que é de difícil acesso.


Dificuldades só aumentam no Japão

Enquanto o número de mortes dispara no Japão, as dificuldades daquela nação, que vive a pior crise nuclear desde o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, também aumentam a cada dia.

O governo foi obrigado a racionar energia justamente quando a população passou a enfrentar a neve e temperaturas abaixo de zero. Nos supermercados e lojas, as prateleiras estão praticamente vazias e cada vez é mais difícil encontrar água potável, comida e outros suprimentos de primeira necessidade.

Hoje, enquanto novo terremoto de magnitude 6 atingiu a costa de Chiba e foi sentido em Tóquio, técnicos trabalham para evitar uma catástrofe nuclear na usina de Fukushima, onde falhas no sistema de resfriamento dos reatores já causou explosões e vazamento de material radioativo. Nesta quarta-feira, um novo incêndio atingiu o reator 4.

Até o momento estão confirmadas a morte de 3.771 pessoas. Outros 8.181 seguem desaparecidos, segundo fontes oficiais. Cem mil militares japoneses vasculham a zona devastada em busca de sobreviventes, mas a chance de encontrar alguém com vida diminui a cada hora.

A magnitude da tragédia levou o imperador Akihito a dirigir-se pela televisão à população pela primeira vez em seus 22 anos de reinado para pedir calma e orações pelos sobreviventes. O terremoto seguido do tsunami que assolou o Japão na última sexta-feira destruiu quase 80 mil edifícios e casas e foi o pior da história daquele país.


Vamos fazer a diferença?

Há anos lidamos com os problemas das enchentes e deslizamentos de terra no Vale do Paraíba. E em 2011 não foi diferente. Desta vez, São José dos Campos foi a protagonista do drama que afeta milhares de famílias em nossa região. As fortes chuvas do início do ano ceifaram a vida de cinco moradores do Rio Comprido, na região sul da cidade.

Foi a tragédia anunciada. Em 2005, quando a prefeitura concluiu um levantamento que apontava quantas famílias moravam em áreas sujeitas a inundações e queda de encostas, o Rio Comprido contava com 40 moradias em situação de risco. Hoje, são mais de 200. A falta de fiscalização da administração municipal para evitar novas ocupações agravou o problema.

E a situação piorou em toda a cidade. De 2005, ano do primeiro mandato do prefeito Eduardo Cury, para cá, o número de casas em áreas de risco foi multiplicado por seis: passou de 242 para 1.500. O cenário seria pior se o governo não tivesse transferido 950 famílias para áreas regularizadas no último ano e meio. Mas porque demorou tanto para que as ações fossem colocadas em prática?

Falta prevenção e sobram justificativas. Precisamos de soluções, chega de postergar decisões. Não podemos ser soterrados pelo descaso e pela intolerância. A questão não é distribuir casas populares, mas salvar vidas. Nos últimos seis anos, o governo Cury investiu R$ 30 milhões em obras incluídas no ‘Plano Antienchente’. Não foi suficiente.

A solução definitiva seria remover as 1.500 famílias e fiscalizar as áreas para impedir a formação de novos núcleos habitacionais próximos aos cursos d’água e encostas. O investimento será alto? Sim. Será fácil? Não. Mas vamos fazer a diferença e romper esse círculo vicioso de desastres. Afinal, quanto vale uma vida?