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Caso Cunha: suspeito de matar irmãs entra na lista dos mais procurados no Estado

Ananias dos Santos, 26 anos, suspeito de matar as irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana, em Cunha, entrou para a lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo.

O acusado teve a prisão decretada pela Justiça na última terça-feira e está foragido. Segundo a polícia, as adolescentes foram mortas porque Santos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, uma enfermeira de 50 anos. A mulher teve a prisão temporária negada pela Justiça.

A lista dos mais procurados tem 25 nomes, entre eles, o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de estupro, o vigia Evandro Bezerra da Silva e o advogado Mizael Bispo de Souza, suspeitos pela morte de Mércia Nakashima, e Edson Bezerra de Gouveia, que teria matado a supervisora de vendas Vanessa Vasconcelos Duarte.

Santos é foragido do Pemano, de Tremembé, e já foi preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de anteontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento –dia 23. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

A Divisão de Capturas da Polícia Civil disponibiliza canais de comunicação para receber informações dos foragidos. As denúncias podem ser feitas por meio do telefone (11) 3311-3165, pelo disque-denúncia (181) ou pelo e-mail procurados@policiacivil.SP.gov.br.

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Prova de amor?

 

Prova de amor? Mais assustador que o assassinato das irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana em Cunha, é o motivo dos crimes. As adolescentes foram mortas porque um rapaz de 26 anos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, segundo a Polícia Civil.

Não que existam motivos que justifiquem um assassinato, mas usar o amor, um sentimento tão sublime, para dar razão a algo tão torpe nos faz repensar o quanto vil pode se tornar um ser humano. Quem ama não mata. E quem mata tem que ficar atrás das grades.

O suspeito está foragido e a Justiça negou a prisão temporária de sua namorada, uma mulher de 50 anos, que supostamente seria cúmplice dos crimes. O suspeito estaria apaixonado por Juliana e teria matado a jovem e a irmã dela para provar à sua companheira que não estaria interessado na adolescente.

Sou avesso a textos sentimentais, com carga dramática, mas hoje me permiti externar o que senti ao ler na imprensa a justificativa para o assassinato das jovens. Nesse caso, o jornalista que preza pela imparcialidade ficou de lado para que o Marcelo falasse o que pensa sobre esse revoltante caso de duplo homicídio.

Segundo a polícia, o suspeito dos crimes é Ananias dos Santos, 26 anos, um foragido do Pemano, de Tremembé, preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de ontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

Elas estavam desaparecidas desde o último dia 23, quando desceram do ônibus escolar, no início da noite daquela quarta-feira, e não foram mais vistas. As jovens caminhavam dois quilômetros do ponto até a casa da família. O arrebatamento teria ocorrido nesse trajeto. Para a polícia, o crime teve a participação de outra pessoa porque Santos não conseguiria carregar sozinho os corpos até o terreno da fazenda que é de difícil acesso.


Abuso sexual infantil

Nova denúncia de abuso sexual infantil na região traz à tona esse tema que assusta e revolta a sociedade. Desta vez, o caso ocorreu em Caçapava, onde a Polícia Civil investiga a morte de um bebê de cinco meses supostamente abusado pelo próprio pai na madrugada de domingo.

Um laudo do Instituto Médico Legal vai apontar se houve violência contra a criança. Caso seja confirmada, o acusado, um pedreiro de 32 anos, pode ser indiciado por homicídio doloso (quando há intenção) e estupro de vulnerável.

O abuso sexual infantil a cada dia faz novas vítimas, como a revista valeparaibano abordou em reportagem de capa na edição de setembro de 2010. Somente em São José dos Campos são registradas de 6 a 8 denúncias por dia –um número tão assustador quanto o de acusados que continua nas ruas devido à dificuldade de provar o crime.

Difícil compreender que um crime tão horroroso perdure sem que ninguém desconfie. A principal arma da sociedade contra essa brutalidade é a denúncia. Precisamos de coragem para delatar e colocar atrás das grades uma pessoa doente, que age sem controle.

O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes criou em 2006 o “Disque 100”. A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar. Vamos fazer a nossa parte?