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PF faz devassa no Ministério do Turismo e prende 38

A Polícia Federal prendeu hoje 38 suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério do Turismo, entre eles, o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa. Também foram detidos o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, que é ex-deputado federal pelo PMDB, o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, empresários, diretores e funcionários do Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).

A Operação Voucher foi deflagrada com o objetivo de combater um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União. As prisões ocorreram em Brasília, São Paulo e no Amapá. Foram expedidos 19 mandados de prisão preventiva e 19 de prisão temporária, além de sete mandados de busca e apreensão. Cerca de 200 agentes participaram da ação.

Segundo a PF, entre as irregularidades estão a falta de condições técnico-operacionais para a execução do convênio, não-realização de cotações prévias de preço de mercado por intermédio do portal de convênios do governo federal, direcionamento das contratações para as empresas pertencentes ao esquema de corrupção, pagamento antecipado de serviços, fraudes na documentação e não-fiscalização do convênio.


PF prende Roberto e Luciana Peixoto

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje o prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto (PMDB), e a mulher dele, a primeira-dama Luciana Peixoto, investigados por supostas irregularidades em licitações, gerenciamento e distribuição de medicamentos e merenda escolar. Na operação, batizada de Urupês, também foi detido o ex-gerente do departamento de compras da prefeitura, Carlos Anderson Santos.

As investigações dos crimes de fraude à licitação, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro começaram em 2009. As denúncias também são apuradas por uma Comissão Processante da Câmara de Taubaté. Entre as irregularidades estariam a falta de licitação na compra de remédios e um superfaturamento de R$ 3 milhões.

Peixoto, Luciana e Santos foram encaminhados ainda pela manhã à sede da Polícia Federal de São José dos Campos. De acordo com a PF, a prisão temporária de cinco dias tem o objetivo de não atrapalhar as investigações. Advogados da prefeitura tentam conseguir pedido de habeas-corpus.

O Tribunal Regional da 3ª Região expediu 13 mandados de busca e apreensão (dez na região de Taubaté e três em São Paulo), além dos mandados de prisão temporária. Ao todo, 54 policiais federais participaram da ação. Foram realizadas buscas no Departamento de Ação Social, em um escritório na região central e na casa da filha do prefeito, localizada em um condomínio de alto padrão.

Taubaté enfrenta uma onda de problemas que vão desde buracos nas ruas e avenidas, falta de produtos básicos para atendimento na rede municipal de saúde, uma epidemia de dengue que já deixou três mortos neste ano, aterro sanitário interditado, lixo espalhado pelas vias públicas, sem falar no tráfico de drogas que a cada dia tem provocado mais mortes na cidade.

Essas denúncias de cobrança de propina, investigações de superfaturamento de alimentos, nepotismo e outras suspeitas do Ministério Público contra a administração municipal que ganharam a atenção da mídia nacional e viraram motivo de piada na cidade. O primeiro programa a mostrar ao país a realidade vivida na cidade onde nasceu Monteiro Lobato foi o CQC, da Band.

Vestido de galinha, uma alusão às acusações de superfaturamento em compras de ovos, o repórter Oscar Filho esteve em Taubaté e denunciou compras realizadas pela prefeitura, que teria pago, por exemplo, R$ 200 em uma caixa de bombons de 400 gramas e R$ 78 por uma dúzia de ovos.

Menos de uma semana depois, foi a vez do Fantástico, da Rede Globo, dar espaço para mais um problema enfrentado pela administração municipal. Em uma reportagem especial feita sobre a merenda nas escolas brasileiras, o semanário jornalístico mostrou um esquema milionário montado pela Prefeitura de Taubaté e a EB Alimentação, empresa responsável pelo fornecimento de merenda escolar na cidade e, que teria pago mais de R$ 5 milhões em propinas para Peixoto.