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TJ reduz pena de Alexandre Nardoni

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou ontem a anulação do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados ano passado por matar Isabella Nardoni em 2008. Entretanto, os desembargadores da 4ª Câmara de Direito Criminal do TJ reduziram em 11 meses a pena de Alexandre  devido a uma falha no cálculo dos agravantes. A pena de Anna Jatobá,  madrasta da menina, foi mantida.
A pena de Alexandre ficou definida em 30 anos, 2 meses e 20 dias. Em 27 de março de 2010, ele tinha sido sentenciado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter jogado a filha da janela do sexto andar do prédio onde morava a família, em São Paulo. A madrasta recebeu pena de 26 anos e 8 meses acusada de esganar a menina antes da queda.


Para a defesa do casal a redução da pena foi uma vitória, ainda que pequena. Em relação à manutenção do júri que condenou seus clientes, informou que a decisão já era esperada. Já a Promotoria minimizou a redução da pena alegando que não significou nada, que é irrelevante no contexto. Alexandre Nardoni e Anna Jatobá estão presos em Tremembé –ele na P-2 e ela na Penitenciária Feminina.

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Preso suspeito de matar irmãs em Cunha


Ananias dos Santos, 25 anos, suspeito pelo assassinato das irmãs Josely Oliveira, 16 anos, e Juliana Oliveira, 15 anos, foi preso na manhã de hoje por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Guaratinguetá. O acusado era procurado desde o último dia 28, quando os corpos das adolescentes foram encontrados em um matagal a menos de três quilômetros da casa da família, no bairro Jacuí, zona rural de Cunha.

Santos foi preso na casa da sua irmã, que fica no mesmo bairro onde moravam as vítimas e ocorreu o crime. A arma usada para matar as jovens, uma espingarda calibre 22, foi encontrada enterrada na Serra da Bocaina. Em depoimento, o acusado teria confessado o duplo homicídio. Segundo a Polícia Civil, ele disse que as adolescentes foram mortas a tiros, na mesma noite do desaparecimento –dia 23 de março.

O suspeito estava na lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo. Segundo a polícia, as adolescentes foram mortas porque Santos queria provar seu amor para a namorada, uma enfermeira de 50 anos. O assassinato seria uma forma de justificar que não estaria apaixonado por Juliana –fato que teria causado ciúmes em sua companheira. Santos é foragido do Pemano, de Tremembé, e já foi preso por roubo e formação de quadrilha.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, seis dias após o desaparecimento. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito. O crime chocou a população da pequena cidade e ganhou repercussão nacional. Até a tarde de hoje, não foi informado se a namorada de Santos também será investigada como cúmplice. À época do crime, a Justiça havia negado a prisão preventiva da mulher.