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Pequenas mentiras, grandes estragos

 

A Copa do Mundo, o mais importante torneio de futebol do planeta, promete vasta oportunidade de negócios às cidades que receberem uma das 32 seleções que disputarão o mundial. E São José dos Campos, Guaratinguetá, Caraguatatuba e Campos do Jordão compõem o grupo de 145 municípios brasileiros selecionados pelo Comitê Organizador para concorrer a chance de hospedar uma equipe estrangeira.

Mas para se tornar um Centro de Treinamento é preciso gerenciar prazos, alavancar investimentos e viabilizar infraestrutura atrativa aos times. Nesse sentido, a estrutura esportiva divulgada pela Prefeitura de São José  é duvidosa: as informações sobre os CTs oferecidos não condizem com a realidade. E “pequenas” mentiras podem causar grandes estragos. 

É questionável relacionar no guia, que será usado pelas delegações estrangeiras para escolherem onde vão se preparar para o mundial, que o Martins Pereira dispõe de heliponto, auditório ou sala de mídia, quando é sabido que o estádio se esforça até para atender a rotina do clube.

A situação se agrava quando o governo municipal, responsável por encaminhar essas informações ao Coesp (Comitê Executivo de São Paulo para a Copa), não tem projeto e nem a previsão de investimento para equipar o estádio com essas benfeitorias. Pior: e quando essa situação se estende ao projeto de um clube particular? O Primeira Camisa começa a construir seu CT na cidade. O projeto também consta no guia, mas a estrutura prevista não inclui heliponto, sauna, pista de cooper, business center e outros itens especificados pela prefeitura.

Os representantes das delegações conhecerão os CTs dos municípios após as eliminatórias, no final de 2013, ou seja, seis meses antes do início da Copa. Somente após esse período São José, se alçada ao título de “cidade-base”, começará a tocar os projetos das melhorias nos CTs que prometeu. Fica a pergunta: por que no Brasil insistimos em fazer tudo ao contrário do que manda a boa norma?

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A conquista da credibilidade

Caro leitor, a revista valeparaibano completou um ano. Nesse período, suplantamos as dificuldades e superamos nossos próprios desafios para lhe oferecer o melhor conteúdo, fundamentado no jornalismo democrático e independente. E tal empenho nos trouxe resultado: a conquista da sua confiança.

Pesquisa de satisfação encomendada ao Instituto Allure para saber o que pensam nossos leitores revelou que o conteúdo editorial da revista transmite credibilidade para 98,3% dos assinantes. O índice de confiança entre os leitores de banca chega a 87,7%. Já as reportagens são classificadas como excelentes e boas por 92,3% de nossos assinantes.

São resultados quem confirmam o compromisso de cada um dos profissionais da equipe de redação com um jornalismo apartidário, plural, que defende a liberdade de expressão e de pensamento, um jornalismo empenhado na defesa do desenvolvimento do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e, mais recentemente, da região do Alto Tietê, onde a revista também passou a circular.

Esse um ano passou rápido, mas promoveu ampla discussão sobre temas relevantes da política, economia e cultura, que formam o lastro editorial da valeparaibano. Proporcionamos aos nossos leitores um material amplo e confiável, falando do Brasil e do mundo, sem perder o vínculo e o foco regionais.

Mas nossa missão apenas começou. Esta revista acredita que um jornalismo praticado com transparência e ética é capaz de inspirar, de fomentar mudanças para um futuro melhor. E esse é o nosso compromisso com você, nosso estimado leitor.


Prova de amor?

 

Prova de amor? Mais assustador que o assassinato das irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, na última semana em Cunha, é o motivo dos crimes. As adolescentes foram mortas porque um rapaz de 26 anos queria provar seu amor para a namorada ciumenta, segundo a Polícia Civil.

Não que existam motivos que justifiquem um assassinato, mas usar o amor, um sentimento tão sublime, para dar razão a algo tão torpe nos faz repensar o quanto vil pode se tornar um ser humano. Quem ama não mata. E quem mata tem que ficar atrás das grades.

O suspeito está foragido e a Justiça negou a prisão temporária de sua namorada, uma mulher de 50 anos, que supostamente seria cúmplice dos crimes. O suspeito estaria apaixonado por Juliana e teria matado a jovem e a irmã dela para provar à sua companheira que não estaria interessado na adolescente.

Sou avesso a textos sentimentais, com carga dramática, mas hoje me permiti externar o que senti ao ler na imprensa a justificativa para o assassinato das jovens. Nesse caso, o jornalista que preza pela imparcialidade ficou de lado para que o Marcelo falasse o que pensa sobre esse revoltante caso de duplo homicídio.

Segundo a polícia, o suspeito dos crimes é Ananias dos Santos, 26 anos, um foragido do Pemano, de Tremembé, preso por roubo e formação de quadrilha. Nascido em Cunha, o acusado conhecia os pais das adolescentes, enterradas na manhã de ontem em clima de comoção e revolta na cidade.

Os corpos das jovens foram encontrados na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí, a menos de três quilômetros da casa delas, seis dias após o desaparecimento. Josely foi morta com dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana com quatro disparos, um na cabeça e três no peito.

Elas estavam desaparecidas desde o último dia 23, quando desceram do ônibus escolar, no início da noite daquela quarta-feira, e não foram mais vistas. As jovens caminhavam dois quilômetros do ponto até a casa da família. O arrebatamento teria ocorrido nesse trajeto. Para a polícia, o crime teve a participação de outra pessoa porque Santos não conseguiria carregar sozinho os corpos até o terreno da fazenda que é de difícil acesso.


Japão tem fuga em massa de estrangeiros

Enquanto uma força-tarefa tenta resfriar os reatores da usina de Fukushima e conter um desastre, a crise nuclear do Japão, considerada a mais grave desde a de Tchernobil, provoca uma fuga em massa de estrangeiros da capital Tóquio.

Diante do risco de um acidente nuclear de grandes proporções, embaixadas do Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália e Austrália aconselharam seus cidadãos a deixarem o norte do país e a região de Tóquio. França, Bélgica e Rússia enviarão aviões para retirar as pessoas que desejam deixar o Japão.

Os aeroportos estão lotados e a população tem encontrado dificuldades para conseguir voos comerciais. Brasileiros que moram no Japão relataram que haveria voos para o Brasil somente no final de abril. Ao passo que o pânico aumenta, o governo japonês enfrenta mais dificuldades para controlar a crise nuclear.

A Tepco, que opera a central nuclear, tenta restabelecer a corrente de energia elétrica, o que permitiria ativar as bombas para resfriar os reatores. O sistema de resfriamento falhou depois do mais forte tremor de terra da história do Japão.

Hoje, quatro helicópteros do Exército japonês lançaram jatos d’água sobre os reatores para encher uma piscina de combustível que foi danificada. Segundo especialistas, a fusão do combustível pode provocar a emanação de partículas radioativas, provocando assim uma catástrofe como a de Tchernobil.

Não bastassem os problemas envolvendo dificuldade para obter água potável, comida e outros gêneros de primeira necessidade, para piorar a situação, o governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute na região de Tóquio.

O balanço oficial do terremoto e tsunami, seis dias depois da catástrofe, chegou a 5.178 mortos e 8.606 desaparecidos. O número de feridos é de 2.285, enquanto mais de 88 mil casas e edifícios foram destruídos, total ou parcialmente.


Líbia: jornalista brasileiro será libertado hoje

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al Zubaidi, assegurou à Comissão de Direitos Humanos do Senado que o jornalista brasileiro Andrei Netto, 34 anos, do “O Estado de S. Paulo”, será libertado ainda hoje pelo governo líbio.

O jornal perdeu contato há uma semana com Netto, que foi enviado à Líbia para cobrir os conflitos naquele país. Ontem, o “Estado” recebeu indicações de que o jornalista teria sido preso por tropas do governo perto de Zawiya, cidade controlada pelos rebeldes e sob intenso ataque das forças leais ao ditador Muammar Gaddafi.

Segundo o embaixador, Netto, que atua como correspondente do jornal em Paris desde 2006, teria sido detido por não estar com as documentações necessárias para o exercício da profissão na Líbia.

Ghaith Abdul-Ahad, repórter de cidadania iraquiana do jornal britânico “Guardian”, também está desaparecido. O jornalista não faz contato desde domingo. Ele estava com Netto nos arredores de Zawiyah e teria sido detido por autoridades locais.

Na quarta-feira, a BBC informou que uma de suas equipes foi detida pelas forças de segurança da Líbia, agredida e sujeita a uma falsa execução depois  acabou detida a caminho de Zawiya. Os três integrantes da equipe foram acusados de espionagem e suas vidas foram ameaçadas durante 21 horas enquanto eram mantidos por soldados.

 No mês passado, quando surgiu a onda de protestos pela renúncia do ditador Hosni Mubarak, no Egito, a imprensa também virou alvo do governo. Dois jornalistas brasileiros foram presos e obrigados a deixarem o país. Vários repórteres estrangeiros também foram agredidos e insultados nas ruas do Cairo.

 Os ataques geraram críticas. Líderes de vários países acusam o governo do Egito de violar o compromisso internacional em relação ao respeito à liberdade de imprensa. Foram mais de 30 prisões, 26 ataques e oito apreensões de equipamentos de jornalistas durante o período de conflitos no Egito. Como diria os amigos de profissão: ossos do ofício.


A beleza distorcida

Os vídeos são um pouco antigos, mas representam muito bem o que tem ocorrido há tempos no mundo da moda. O primeiro mostra todo o trabalho de maquiagem e de computação para mudar o rosto de uma jovem. O resultado é impressionante. Já o segundo vídeo é um alerta aos pais para evitar que suas filhas se tornem reféns dos atuais padrões de beleza. A mensagem é:  Fale com sua filha antes da indústria da moda. 

Os vídeos fazem parte de uma campanha criada para a Dove, uma indústria de cosméticos, que resolveu corajosamente abordar o tema em um plano de mídia intitulado  “No wonder our perception of beauty is distorded” (Não surpreende que a nossa percepção de beleza seja distorcida). Decidi publicá-los porque a edição deste mês da revista valeparaibano aborda os temas anorexia e bulimia em reportagem de capa. Deem uma olhada.


Nova derrota de Suzane

Em menos de uma semana, Suzane von Richthofen, 27 anos, condenada pelo assassinato dos pais, sofreu sua segunda derrota na Justiça. Ontem, a acusada, que está na Penitenciária Feminina de Tremembé, teve o pedido de transferência para um Centro de Ressocialização negado pela Vara das Execuções Criminais de Taubaté.

Em sua decisão, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, argumentou que o relatório médico apresentado pela defesa de Suzane demonstra que a jovem goza de perfeita saúde física e mental, com um discreto quadro de hipotireoidismo e hipercolesterolomia. Para a defesa, a transferência seria necessária devido ao “estado de saúde significativamente agravado” da jovem.

Cinco dias antes, na última quinta-feira, a imprensa divulgou um novo revés na estratégia de defesa de Suzane. A Justiça de São Paulo a declarou indigna de receber a herança deixada pelos pais, Manfred e Marísia. A exclusão da jovem da herança, apontada como a principal motivação do assassinato, atendeu ação movida pelo irmão dela, Andreas. Ainda cabe recurso à decisão. Não foi divulgado o valor do espólio, mas sabe-se que em 2006 foi estimado em R$ 2 milhões.

Em outubro de 2009, Suzane sofreu talvez a mais dura derrota após sua condenação. A Justiça de Taubaté negou a transferência da jovem ao regime semiaberto, embora ela já tivesse cumprido 1/6 do total da pena de 39 anos. À ocasião, a juíza alegou quer a acusada é uma “pessoa presumivelmente perigosa”. A decisão depois foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Superior Tribunal de Justiça.

Desde o assassinato, ocorrido em 2002, em São Paulo, já não se sabe quantas dezenas de pedidos de recursos e habeas-corpus impetrados pela defesa de Suzane foram negados pelas três instâncias da Justiça. E isso nem tem importância. O relevante é que tanto Suzane quanto os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, também condenados pelo crime e presos em Tremembé, continuem atrás das grades.