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Justiça entende que feto de Wanessa não foi ofendido por Rafinha Bastos

 

A Justiça de São Paulo decidiu que o feto de Wanessa Camargo, também incluído como autor do processo criminal que a cantora e o marido dela, Marcus Buaiz, movem contra o apresentador Rafinha Bastos, da Band, não tem capacidade de se sentir ofendido pelo humorista. Ao vivo, no programa CQC do dia 19 de setembro, o humorista disse que “comeria Wanessa e seu bebê”. Com a decisão, o potencial ofensivo do processo é minimizado e fica descartada a possibilidade de o humorista ser preso pelo crime de injúria.

“O crime de injúria é uma ofensa à honra subjetiva, de modo que a pessoa deve ter consciência da dignidade ou decoro. Sendo assim, inevitável se reconhecer que o nascituro não pode ser sujeito passivo de injúria, analisando-se que, no caso, não tem a mínima capacidade psicológica de entender os termos e o grau da ofensa à sua dignidade e decoro”, argumenta a juíza Juliana Guelfi, da 14ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda. Wanessa ainda move processo civil contra Rafinha Bastos e exige pagamento de indenização de R$ 100 mil por danos morais. O apresentador continua suspenso do CQC.

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Rafinha Bastos debocha da suspensão no CQC

Após dois dias “calado”, o humorista Rafinha Bastos, do CQC, voltou a se manifestar no Twitter sobre a suspensão da Band por causa da piada de mau gosto feita sobre a beleza da cantora Wanessa Camargo, grávida de cinco meses. Disse que “comeria ela e o bebê”. Durante a exibição do programa, na última segunda-feira, Rafinha Bastos postou mensagens de deboche sobre sua situação. “Que noite triste pra mim”, publicou, com link para três fotos em que aparece com duas mulheres de lingerie. Quis dizer: enquanto os colegas de bancada do programa trabalhavam, ele se divertia.

Feito de improviso ou não, pegou muito mal o comentário do humorista sobre a cantora. A afirmação indignou muitas pessoas, inclusive um diretor da Band que telefonou para Marcos Buaiz, marido de Wanessa, para se desculpar. Após o episódio, Rafinha declarou que acha “a discussão válida”, mas que outras pessoas poderiam “comentar melhor o assunto”. Na verdade, não há o que discutir. Os próprios colegas do CQC não gostaram da piada. “Isso não é piada, não se encaixa na categoria humor. É uma deselegância, uma agressão gratuita. Ele foi infeliz”, disse Marcelo Tas, comandante da atração.

Mas essa não foi a primeira vez que Rafinha Bastos causa polêmica com suas piadas. Ele já provocou mal-estar dizendo que toda mulher que vê “na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c…” “Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus”, disse à ocasião. A suspensão de Rafinha Bastos é por tempo indeterminado. Se voltará ou não à bancada do CQC, o episódio deve servir para que telespectadores avaliem melhor o que deseja ver na TV. É o momento de refletir se vale tudo para fazer humor, se é preciso usar piadas preconceituosas e agressões gratuitas para fazer rir. Não é fácil ser engraçado, mas precisamos constranger artistas, vítimas de violência ou minorias para fazer comédia?